A importância do equilíbrio entre expansão e recolhimento

Atualizado: 17 de Jul de 2020


Na vida caminhamos numa constante corda-bamba. Caminhamos... e ora sentimos que estamos lendo pouco, aí retomamos o hábito da leitura. Ora sentimos que temos exagerado com a comida, aí cuidamos novamente melhor dela. Em outro momento sentimos que falta movimento em nossa vida, aí tratamos de encontrar uma maneira de nos movimentar. Caminhamos, sentimos... e ajeitamos o passo. E tem fases da vida em que sequer sentimos. Mas aí vem o momento em que percebemos que algo está fora de equilíbrio, e retomamos.


Tantas coisas são importantes para nossa saúde. O sono, a alegria, uma boa troca afetiva. A alimentação. A expansão alegre, a expressão, o movimento. E o silêncio, o recolhimento pra dentro de si, a escuta interna, o desacelerar.


Um não vive muito tempo sem o outro. Não há expansão que se sustente sem o silêncio, e não há recolhimento que seja saudável sem momentos de expressão e movimento.


Levando para a vida prática, eu acredito que seja fundamental termos ao menos um dia da semana em que possamos desacelerar. Não é à toa que se criou o domingo (ou qualquer outro dia da semana que você escolher!). Um dia para escutar nosso ritmo interno, perguntar novamente a alma o que ela quer, que rumo tomar. Se ficamos só na ação de segunda a domingo, facilmente nos esgotamos e nos perdemos de nós mesm@s. Definhamos. Silêncio nutre, e alegria também. Ambos são necessários. Re-sintonizar com nossa essência de tempos em tempos é essencial. E desconectar, se perder também. Justamente pra dançarmos a vida de forma viva. O perigo mora em permanecermos tempos demais num lado ou no outro da corda-bamba.


Com relação a alimentação é assim: não comemos somente para nutrir nossas células e manter nosso metabolismo funcionando bem. Comemos também para nos nutrir com sabor e com comunhão. E tem momentos em que nos desequilibramos em prol de alguma necessidade ou desejo. E tudo bem. O que precisamos estar atentos é para não permanecermos tempo demais desse lado da corda.


"É preciso amor pra poder pulsar

É preciso paz pra poder sorrir

É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia

Todo mundo chora

Um dia a gente chega

E no outro vai embora", ja dizia Almir Sater.

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